AGRADECIMENTOS

E então se chegou ao fim…
Me lembro como se fosse ontem.. À mais ou menos, 11 meses e 12 dias atrás, postávamos o primeiro capítulo da fanfic Por 1001 Motivos 1 . Onde foi contada em 153 capítulos, à história de Elena Bittencourt, e Luan Rafael. No começo, sequer imaginávamos, que iriam gostar. No primeiro capítulo, dia 29 de Abril de 2012, houve apenas 100 visualizações, e apenas 1 comentário. Divulgamos muito no twitter, até sermos bloqueadas. E nos dias seguintes, foram aumentando.. até que chegamos há 2 mil visualizações em um único post. Foi incrível, como, com o passar dos dias, cada vez mais surgiam comentários, ficávamos impressionadas com o tanto de leitores. Confesso que as vezes, o numero de visualizações abaixavam, e isso nos deixavam um pouco tristes… mas não desistimos. A história se prolongou, e emocionou todo mundo, até a nós, quando escrevíamos, em algumas cenas, cheguei a chorar – sim chorei, chorei porque em todas as partes, me colocava em seu lugar , mesmo sendo nós, que criávamos o roteiro, e que colocávamos em prática, me emocionava. – E então, chegou ao fim da primeira, os pedidos para a segunda começar, foram tantos, que não resistimos. Começamos logo a escrever e a postar. Infelizmente, essa segunda não foi tão longa quanto a primeira, pois eu estudo cedo, e trabalho à tarde, e ainda faço curso a noite – pra vocês verem – E a Luana tá na faculdade , e é muito puxado. Resolvemos então, ”adiantar” logo o final da fanfic.
Em pensar que.. tudo não passava de uma simples brincadeira.. nós trocávamos mensagens todos os dias , e em uma dessas, criávamos ”minis” fanfics, a nossa imaginação era muito – desculpem a palavra – foda! Escreviamos coisas muito legais, até que um dia falei : Por que não criamos um blog, e postamos nossas histórias nele? A Lu ficou meio em duvida no começo, mas logo já tratou de criar o blog, e já colocar nossas idéias em prática. E o resultado, foi iNCRIVEL! Queremos agradecer à vocês, de todo coração mesmo por ter nos acompanhado, a cada capítulo, obrigada por cada comentário . Por terem paciência, quando não dava pra postar o capítulo do dia, me desculpem pelos meus ”Trolls” na fã page hsauhsa’ Eu amo fazer isso!!! E vou sentir muitas saudades! Já que , como já havia dito, nem tão embreve faremos outras… Mas, quando vocês sentirem saudades, corram lá para o blog, e releiam as duas fanfics, elas ficaram disponiveis lá pra quando quiserem. O twitter também, juntamente com a fã page, também estarão ativos para que, quando quiserem perguntar algo, vamos sempre responder! Dia 29, o blog, completará 1 ano, 1 ano em que tudo começou. É muito lindo saber que, as pessoas se indentificaram com o que você escreve, se emocionaram .. e teve gente que chegaram a falar que com a ajuda da Fanfic, conseguiu decidir que FACULDADE faria, outras, que a fanfic conseguiu deixa-lá com esperanças, pra seguir, pra correr atrás dos seus sonhos, à não desistir! E isso, não tem preço e nunca terá! Até pensamos em fazer um livro, da primeira Fanfic.. mas por enquanto isso só está em pensamentos … quem sabe né?
E sabe do que mais vou sentir saudades? – além de trollar vocês kk – De ver , como vocês ficam com os finais de cada capítulo, cheias de curiosidade! Até o dia de hoje, ( 12/04/2013 ) A FANFIC Foi:
* Lida por mais de 45 Países.
* O Blog , desde a primeira postagem foi visto mais de 422.770 vezes,
* Mais de 2.929 comentários.
* Foi 14.652 vezes comentada no twitter.
* 42 seguidores no Blog.
* Mais de 1.659 curtidas na Fã Page
* 415 seguidores no twitter.
E devemos isso TUDO, á vocês! Só temos que agradecer, a cada um de vocês, por TUDO!!!
Muito obrigada mesmo, do fundo do nosso coração!
Jamais vamos esquecer de vocês viu?
E.. não desistam dos seus sonhos! Se você pode sonhar, também pode realizar!!
PS: Fiquem atentas! Por 1001 Motivos pode voltar à qualquer momento, e você pode se surpreender :p

 

Por : Larissa Damasceno & Luana Brandão

CAPÍTULO 97 – THE END

- Michele, você tá louca? – Ana falou rindo.
- Por causa do sonho? – Me joguei na cama.
- Não! Por falar que tudo isso foi um sonho! – Fabi riu.
- Então… Espera! Foi tudo verd…
- Ô amor! A Nick tá com fome, você não sai mais dessa cama não? – Olhei para trás. Luan estava ali realmente, e com a nossa filha no colo.
- A mãe falou que não vai dar comida pra ela! – Olhei entre as pernas do Lu e o Breno se enroscava ali. Com quase seis aninhos, meu menino!
- Eu sou tão louca às vezes, não é? – Falei pras meninas, depois olhei minha aliança de casada, e depois pro Lu. Mila segurou em meu ombro. Olhei pra elas de novo.
- Não… É que você vive seu sonho. Só por isso você às vezes acorda assim, pensando que tudo é… Um sonho. Só que é de verdade.
- Eu já sonhei com a vida, agora vivo um sonho… – Cantarolei. As três concordaram. Sorri e corri pra porta, peguei a Nick dos braços do Lu e lhe dei um selinho. – Bora comer, mamãe?
Nick fez que sim com a cabeça.
- Mas mãe! – Breno reclamou, abraçando minha perna.
- Mas o quê Breno? – Passei a mão em seu cabelo preto de cuia, como do pai quando pequeno. – Seu pai vai te dar café da manhã. Não vai, amor? – Lancei a ele o olhar de todas as manhãs. Tipo… “você VAI”. Rs. Acho que deu pra perceber quem manda lá em casa…
- Claro que vou. Vem cá filhão! – Luan pegou-o no colo. Olhei pro Lu e ele pra mim. Juntamente, colocamos o Breno e a Nick sentados em nossos ombros e fingimos que éramos aviões, descendo correndo a escada da casa do meu pai, indo pra cozinha. As meninas atrás da gente, fingindo serem aviões também…
Chegando na cozinha, toda a família da foto do hospital estava lá. Padrinhos, madrinhas de nossos filhos, a banda, a equipe, amigos, os pais do Lu…
Era tanta alegria, tanta família, que a casa parecia que iria explodir…
E explodir em tais circunstâncias me deixava mais que feliz.
E olhando pela janela, vi uma estrela cadente passar. De manhã.
Pois é. Pros nossos sonhos, não tem hora! *-*

“Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade. Pois só quem sonha consegue alcançar!”

*-*

FIM ~DE VERDADE AGORA ;)

fim (1)

CAPÍTULO 96 – OHANA

- Entra! – Falei sorrindo.
Guilherme pediu licença e entrou no quarto, ele veio até perto da minha cama e me olhou.
- Como tá, garota?
- To bem professor. Obrigada por ter me trago pro hospital. – Sorri.
- Ah, então foi ele quem te trouxe? – Luan saiu do meio do povo e veio sentar na cama, ao lado da mãe dele.
- Então você é mesmo namorada do Luan Santana, hein? – Guilherme me olhou com cara de “garota, você é safada”. Ri.
- É, e mãe do filho dele também. – Olhei pro lado. Meu pai balançava o Breno em seu colo. – Pai! – Ele me olhou. – Traz o Breno aqui, por favor.
Meu pai veio, e me entregou ele.
- Oi filhote! Acorda bebê… – Toquei seu rostinho. Ele deu um bocejo enorme. Sorri e olhei pro Guilherme. Ele olhava o Breno em meu colo. O sorriso brincando em seus lábios. – Segura ele.
- Hein? Não, não…
- Segura. – Disse com firmeza. Ele se aproximou e pegou o Breno. Ajudei-o a arrumá-lo em seus braços, depois ele ficou balançando-o prum lado e pro outro.
E então consegui. Arranquei um sorriso do prof. Guilherme. Ele segurou a mãozinha do Breno, e sorrindo, me olhou.
- Esse menino vai cantar muito. Com a mãe e o pai que tem… – Ele olhou de mim pro Luan. Olhei o Lu também e ele sorria de ladinho, olhando o filho. Olhei pro Guilherme de novo.
- Quer ser o padrinho? – Sorri.
- Eu? Padrinho do seu filho? – Ele ficou surpreso. Rs.
- Sim, você Guilherme. A madrinha fica por conta do Lu. – Sorri pra ele. E vi as meninas lá atrás olhando pra mim e sacudindo a cabeça.
- Espertinha! – Fabi gritou e as outras riram, tive que rir também.
- Padrinho professor de faculdade! Meu fiote tá bem demais, né não? – Luan riu.
- Então, aceita Guilherme? – Pressionei.
- Aceito. – Ele sorriu todo feliz.
Sorri também.
- E ai Marloca! Aceita ser a madrinha? – Luan olhou pra ela, por cima do ombro.
- Eu? – Ela saiu meio boiando da conversa que tinha com a Day. – Que é que tem eu?
- Madrinha. Do Breno. Aceita? – Lu repetiu.
- Awn! Claro que aceito! – Ela falou toda emocionada.
- Precisamos de uma foto em família! – O sogro falou alto. Bem nessa hora, um enfermeiro entrou no quarto.
- Você! – Bruna apontou-o. Ele parou na porta.
- O quê? – Ele perguntou com os olhos arregalados.
- Tira foto da gente! – Bruna passou a câmera pra ele. Guilherme então passou o Breno pra mim, Luan sentou bem ao meu lado na cabeceira da cama, passou o braço sobre meus ombros, meu pai sentou do outro lado da cama, os pais do Lu ficaram do lado dele, Bru também. Mari, Rafa, Ana, Mila e Fabi juntaram ali em volta, Marla e Day juntaram perto da Bru e Guilherme ficou perto da Mari. O enfermeiro então tirou umas três fotos, com o pessoal mudando de pose. – Fiquem todos ai! – Bruna falou alto e correu pra fora. Quando voltou dois minutos depois, a equipe do Lu, o pessoal da banda e And vinham acompanhando-a. Ela correu pro lugar dela na foto e então as vinte pessoas a mais ali foram se ajeitando também.
Uma grande Ohana. E como Lilo disse… Ohana quer dizer família. E família significa nunca abandonar…
E como eu estava feliz com essa família tão grande!
O tempo passou voando.
Guilherme me deu total na prova, só pelo fato de ser o padrinho do meu filho. rs. Sheila queria me matar por isso. Depois de tudo que ela aprontou, e pensando que o Guilherme era seu cúmplice… rs’… Felipe sumiu depois que meu bebê nasceu. Quando fui ter notícias dele, ele estava em outro país, gastando o dinheiro do pai em Ibiza, com iates e prostitutas. Revoltou com a vida… Matheus estava na faculdade, firme e forte, e agora namorava uma menina que gostava dele desde a quinta série. Eles formavam um casal super fofo.
Meu pai e a Letícia se casaram e agora pensavam seriamente em adotar uma criança. Depois, claro, de fazerem uma viagem pelo mundo. Dois exploradores. Desde que não me deixassem sem notícias, como da vez que meu pai foi pesquisar sobre a Dagmar…
Falando nela, ela foi ver o Breno uma semana depois que ele tinha nascido. Foi lá na casa do Luan. Ela pareceu encantada com ele. Porém a única coisa que acreditei ser verdade, de tudo que ela falou, é que serei uma mãe bem diferente dela. Na verdade, serei a mãe que ela nunca foi pra mim. Como disse ao meu pai.
Minhas amigas seguiram em suas faculdades e estavam todas muito bem ajeitadas com seus namorados. Ok. A única que foi se enroscar com um famoso fui eu. Mas elas estavam tão bem quanto eu, obrigada.

Terminei a faculdade um período depois de todo mundo. Fiquei quase seis meses só pro meu filho. Não me importei. O importante é que me formei. E agora estava trabalhando com o Luan. Viajava com ele em turnê. Era sua terceira backing vocal. Quando Luan cogitou ficar com duas, e eu sendo uma delas, quase dei uma voadora nele. Despedir Day ou Marla? NEVER. Quase bati nele. O Breno ia junto nas turnês, claro. Chegava a invadir o palco quando o segurança tirava os olhos dele. rs.

Eu e Luan só fomos nos casar quando Breno estava com quase três anos. Depois da mídia tanto falar que eu só tinha tido um filho com ele pra ganhar dinheiro… Mas nosso noivado de dois anos foi prova de que a mídia estava redondamente enganada. E as músicas que o Luan compunha, e as fotos com declarações que ele postava… Rs…

- Michele, levanta!
- Me deixa vai. – Resmunguei pegando o travesseiro e colocando em cima da cabeça.
- Tá bom então. – Ouvi Fabi falando. Resmunguei inaudivelmente e então ouvi um grito. – BOLINHO NELA!
- Não! – Levantei correndo, tropeçando nas cobertas. Olhei direito em volta e então vi onde estava. No meu quarto. Em Governador Valadares. Olhei pra Fabi, Mila e Ana, que me olhavam assustadas também.
- Que foi? – Ana perguntou.
- Foi um sonho? Tudo? – Perguntei quase chorando.
- Tudo um sonho o quê? – Mila falou baixo.
- Tudo! A faculdade, meu filho, casar com o Luan! – Falei exasperada.
Elas me olharam como se eu estivesse louca.
É. Tudo não passou de um sonho.
- OK. Foi o sonho mais perfeito da minha vida! – Doeu, claro que doeu. Mas sorri e fingi que não.
Elas ainda me olhavam como se eu estivesse doida. Ri e as abracei. Elas riram e me abraçaram também. Abraço de urso era a coisa mais cuti entre amigas!

Pois é… Pode ser só um sonho. Pode não ser real. Mas se for verdade pra você, se você quer vê-lo tornar-se real, quer que seu sonho se torne a realidade mais linda… Você deve acordar. E deve acordar na melhor parte. Para que ele seja a realidade que você tanto sonhou…
Sonhe, acorde, lute pelo seu sonho. Você não vai se arrepender!

FIM

CAPÍTULO 95 – BRENISSE

- Luan?! – Falei sem acreditar.

Ele tirou a máscara e sorria, um sorriso todo bobo. E já estava quase chorando.

- Você tá aqui! – Estendi a mão, ele a segurou, apertou entre as dele e deu um beijo.

- Claro que to minha linda! Eu nunca perderia o nascimento do meu filho! – Uma lágrima escorreu em seu rosto. Sequei-a e sorri. Eu chorava também.

Então uma contração me fez perder o rumo.

- AI, AI! – Gritei levando as mãos à barriga.

- Seu filho sai daí daqui uns segundos, hein Michele. – O médico falou. Não o vi lá atrás das minhas pernas. – Agora, faz força!

- Mesmo com as contrações desse jeito? – Falei meio desesperada.

- Sim! Força, vai!

Assim que veio outra contração, fiz força. Luan segurava minha mão com força, como que transmitindo mais força pra mim. Parei pra respirar e fiz mais força. O suor escorria em minha testa.

Fiz força por uns dois minutos, até que ouvi um choro. Parei de fazer força, respirando de modo ofegante. Luan estava ao meu lado, olhando hipnotizado pro médico.

- Parabéns papais! Um meninão lindo! – O médico falou todo feliz. Ri e me deixei cair sobre o travesseiro. Luan apertou minha mão e eu então olhei pro lado. A enfermeira levava o Breno enrolado numa toalha do hospital.

- Olha a mamãe! – Ela o colocou sobre mim. Segurei-o junto a mim com todo o cuidado do mundo, sentindo as lágrimas molharem meu rosto já encharcado de suor.

- Ei Breno! Oi meu filho! – Passei a mão em seu rostinho sujo de sangue ainda. Ele começou a chorar de novo. – Shh, meu amor, shh.

- Ei filhote! – Luan estava com a cabeça junto à minha. – Meninão do pai! – Ele passou a mão de leve sobre a cabeça do filho. Sorri pra ele, e ele pra mim.

- Vamos limpá-lo, no quarto você verá ele de novo. – A enfermeira sorriu e pegou-o. Luan ficou ao meu lado, agachadinho onde estava.

- Nosso filhote é tão lindo, cara! – Ele sorria todo besta. Sorri.

- É sim, lindo demais!

- Luan, você pode esperar lá fora? Vamos suturar sua esposa…

- Hã… – Luan me lançou um sorrisinho. Ri dele. – Tá, espero minha esposa lá fora.

Ah Luan… E suas ênfases…

 

Quando cheguei ao quarto, Breno já estava lá.

Sendo paparicado pelo Luan e metade da equipe dele. rs. A banda toda estava lá, Anderson, tio Junior e mais gente da equipe.

- Cheguei, viu gente? – Falei mais alto, assim que estava na cama do quarto. O enfermeiro que me ajudou a passar da maca pra cama riu e saiu do quarto. Luan me olhou então.

- Amor!

- AH! Me viu agora, foi?

- O Breno já ia começar a chorar. – Ele riu, trazendo o filho nos braços com o maior cuidado do mundo. Estendi os braços e o peguei. Ele já se contorcia, fazendo biquinho.

- Olha, Lu. O biquinho parece o seu. – Falei rindo.

Luan fez bico sem querer, e quando percebeu, mordeu os lábios. Ri mais ainda. Então Breno realmente chorou.

- Shh, meu amor. – Levantei-o e deitei-o sobre meu peito e ombro.

- Aê cambada! Bora saindo ai que vocês não vão ver os peito da minha muié não!

- Epa, eu e a Marla vamos ficar! – Day se manifestou.

- Cêis podem. Esses marmanjos ai que não! – Luan apontou os homens que iam saindo dando risada. Luan riu também, e quando ia fechar a porta, Rafa e Mari entraram no quarto.

- Mi! – Elas falaram juntas e correram pro meu lado.

- Awn que bebê mais lindo! – Mari sorriu olhando o Breno.

- Pode morder ele? – Rafa segurou a mãozinha dele.

Ele choramingou de novo.

- Depois que ele mamar, pode ser? – Ri.

Elas riram e sentaram em um sofá junto com a Day. Marla, que já era experiente com filhos, me ajudou a dar a mama pro Breno, me explicando tudo direitinho. Luan tirou foto de nós e postou no Instagram. E ainda me mostrou enquanto eu dava mama pro baby: “Olha quem tá sendo prof da mamãe de primeira viagem! Marloca!”.

Ainda bem que nem meu rosto, nem meus seios apareceram na foto. rs.

Depois que o Breno mamou certinho e arrotou, pedi pra Marla vesti-lo, que ele ainda estava com as roupas do hospital. Ela colocou um macacão azul, sapatinhos de lã azuis também. Ficou parecendo um bonequinho. As bochechas rosadinhas. Dava vontade de mordê-lo! *-*

Quando Marla terminou de arrumá-lo, Luan chegou perto, falou alguma coisa com ela e depois pegou-o no colo.Deitou-o, Marla arrumando o Breno em seus braços. E então Luan ficou andando pelo quarto, balançando-o. Em minutos ele dormiu. Luan colocou-o no “berço” do hospital e ficou ali, olhando-o. Peguei seu celular ao meu lado na cama, e sem que ele visse, tirei uma foto. Ele com as mãos apoiadas na borda do berço, com um sorriso sonhador nos lábios, olhando o filho. Tomei o cuidado de não deixar Breno aparecer todo na foto. Só as perninhas gordinhas.

Postei pelo Instagram do Luan mesmo. Legenda? “…”.

Essa foto não precisava.

Assim que postei, a porta abriu, e quando olhei, meu pai, Mila, Ana, Fabi, os sogros e Bru entravam no quarto. Todos iam fazer um enorme barulho pelo jeito, eu iria fazer junto, mas Luan foi mais rápido e fez “SHHH” e todos olharam em sua direção, e viram o berço. Então a família do Lu se dirigiu pra lá, enquanto meu pai e minhas amigas se agruparam em volta da minha cama.

- Como você tá filha? – Meu pai sorria.

- To bem pai, to feliz. – Olhei meu filho ali do lado.

- Tá feliz mesmo? – Ele sorria também.

- To sim, pai. – Sorri pra ele.

- Seu filho é tão lindo, amiga! Que coisinha mar gostosinha! – Mila falou olhando o Breno.

- Esperava falar isso pra você daqui uns anos, Mi, mas parabéns! O Breninho é muito príncipe! – Ana falou toda sorriso.

- É sim! – Fabi concordou, apertando minha bochecha. – Quem vai ser a madrinha?

- Ai meu Deus! – Escondi o rosto nas mãos e ri. – Não faça perguntas difíceis! – Elas riram e foram pra perto do berço. Olhei minha bolsa. – Pega meu celular pra mim, por favor, Mari?

- Claro! – Ela pegou-o e trouxe pra mim. – O número tá anotado ai, viu?

- Obrigada. – Sorri. – É desse número que preciso mesmo. Mandei uma mensagem e depois coloquei o celular na cama ao meu lado.

Então fiquei reparando minhas amigas,a  Mari e Rafa. Nenhuma estava impressionada pelo Luan Santana estar ali. Era o pai do meu filho que estava ali, e o centro das atenções ali era o Breno. Sorri. Fiquei observando isso até que meu pai pigarreou. Olhei-o.

- Sim, pai?

- Você vai ser uma mãe incrível. Bem diferente da sua mãe.

- Não. Vou ser igual minha mãe. – Meu pai arregalou os olhos. – A Ângela foi uma mãe incrível.

Ele então respirou aliviado e sorriu.

- Você vai ser melhor que ela, minha filha. Melhor ainda.

Sorri. Ele tocou meu rosto. Segurei sua mão e dei um beijo nela. Ele então me deu um beijo na testa. Fechei os olhos e respirei fundo, sentindo o cheiro do meu pai. Meu porto seguro. Eu seria a melhor mãe do mundo pro meu filho, como meu pai é o melhor pai do mundo pra mim…

- Michele! Como está, querida? – Abri os olhos. Marizete estava ao meu lado, sorrindo. Meu pai apertou minha mão brevemente.

- Vou ver meu neto.

- Pega ele pai, você eu deixo acordá-lo. – Sorri pra ele. Ele piscou e foi até onde Luan mimava o filho.

- E então, como está? – A sogra perguntou de novo, sentando na beira da cama com cuidado.

- To bem, sogrin… – Parei.

- Pode me chamar assim, você sabe que você eu deixo.

Sorri quando ela usou a mesma frase que usei pro meu pai. Entendi o sentido.

- Obrigada sogrinha.

- Que meninão nasceu o Breno! – Ela falou toda encantada.

- Segundo o médico, 52cm e 3,6kg. Bem grande. – Sorri toda orgulhosa.

- Um meninão saudável! Graças a Deus.

- Amém. – Sorri olhando o meu filhote.

- Que família abençoada… Não poderia pedir uma família melhor a Deus.

Sorri ao ouvir a sogra dizer isso. Eu que não podia pedir uma família melhor…

Ouvi uma batida na porta, todos olharam pra ela. Abriram a porta.

- Você?! – Rafa gritou.

CAPÍTULO 94 – LUZ

Após umas horas viajando de carro, avião, carro de SP até a casa do Luan, eu achei que estava tendo visão, alucinação.

- Gostou, meu amor? – Luan perguntou todo manhoso. Quando virei pra ele pra respondê-lo, deparei-me com ele falando com minha barriga ¬¬ Luan troll. Mas quem disse que consegui fazer sequer cara de brava? Rs. Ri e respondi pelo Breno.

- Acho que ele adorou, Lu. – E só pra enfatizar, nessa hora ele pulou em minha barriga.

- Óia rapaiz! – Luan gritou apontando onde o chute havia me acertado. Rs.

- Falei! – Ri mais ainda da cara toda boba do Luan.

- Poxa! Vai ficar parada ai na porta mesmo é Mi? – Bruna choramingou.

- To entrando! Calma, respira Bru! – Sorri e então fui até o meio da sala, onde havia um bercinho todo montado, com cortinado, a roupa de cama, todo completinho. A coisinha mais cuti! Passei a mão vagarosamente por ele todo, peguei um ursinho que estava nele e o abracei. Enquanto olhava pro berço, imaginei meu filhote ali dormindo e não resisti. Tive um ataque de risos baixinhos enquanto lágrimas escorriam pelo meu rosto.

- Ô minha linda! Tá chorando por quê? – Luan me abraçou por trás e secou as lágrimas com as pontas dos dedos.

- De alegria, só de imaginar que daqui a dois meses esse berço vai estar ocupado! – Coloquei o ursinho de onde tinha pegado e então Luan encostou o queixo em meu ombro e ficou passando as mãos em minha barriga enormemente enorme.

- Ei bebê! Daqui a pouco a gente vai conhecer você! Você nem faz ideia de como o papai tá bobo! Todo felizão rapaiz! – Luan falou. E se o Breno não reparou como ele tava bobo, eu, Bruna e dona Marizete; que tinha acabado de chegar à sala; reparamos. Nós três rimos do Luan. – Que foi gente? – Ele olhou pra nós, todo inocente. Afz, vontade de morder. Rs’

Depois de conversarmos com a família toda e contar em detalhes toda a história, do começo ao final da gravidez, eu e Luan fomos pro quarto dele. Assim que entrei lá, reparei que enquanto nós almoçávamos houveram mudanças.

- O que o berço faz aqui? – Perguntei assim que o vi ali.

- Ué, quando você vier pra cá é óbvio onde você e meu filhote vão ficar né? Já que não nos casamos ainda, e não temos uma casa só nossa.

- Casar? Ai meu Deus Luan! Eu não planejava nem ser mãe, quanto mais casar! Bora devagar! – Pedi rindo. Luan riu da minha cara, se jogando na cama.

Sentei ao lado dele, queria perguntar umas coisas agora que estávamos a sós.

- Fale… – Ele me olhou segurando o riso. Encarei-o. Ele me conhecia… Rs.

- Lu… Quando fui fazer o exame de DNA com o Felipe, me disseram que o resultado sairia em um mês! Como você apressou pra menos de uma semana?

- Cash. – Ele respondeu fechando os olhos, encostando a cabeça em minha barriga.

- Dinheiro? Você pagou pra adiantarem o resultado?

- Sim… Você sabe como sou agoniado. E… – Ele sentou direito e me olhou esquisito. – Como assim foi fazer exame de DNA com o Felipe?

- Hã… AH… Eu roubei uns fios de cabelo dele e levei pra fazer o exame. Nem sei o que ele estava fazendo ontem lá. Ele nem sabia que tinha amostras de DNA dele lá.

- Mas sabia que tinha meu DNA. Se ele ouvisse que eu não era o pai, ia ter certeza que era ele.

- Graças a Deus não é ele. – Falei fechando os olhos e agradecendo a Deus com uma prece rápida.

- E mesmo que fosse, eu iria assumir e iria cuidar, amar, criar como se fosse meu. – Ele deu um beijo em meu rosto e depois na barriga.

- Você não existe, sabia? – Falei, deslizando os dedos de leve em seu rosto.

- Existo. Ah, existo sim. – Ele sorriu todo manhoso.

Ele pegou o celular, me puxou pra frente do big espelho na porta do guarda-roupa dele, me abraçou por trás e tirou uma foto com a mão na minha barriga. Postou com a legenda: “Breno a caminho! Feliz demaaaaaaais!”.

Sim, ele existe. E é meu anjo. Pensei comigo mesma, vendo-o olhar a nossa foto.

 

UM MÊS E MEIO DEPOIS… 3 DE AGOSTO/2015

- Então estudem, que a prova na próxima aula vai complicar vocês! – Prof. Guilherme finalizou bem a aula.

A turma toda foi levantando e saindo. Deixei todos saírem e então eu e Marina levantamos das carteiras pra irmos também.

- Pra quando é, hein? – Ela sorriu olhando minha barriga.

- Pra daqui uns quinze dias. – Sorri. Logo o Breno chegaria.

- Espera só um minuto? Vou perguntar uma coisa pro Guilherme.

- Tá, Mari. – Parei perto do quadro e fiquei lendo o que ele escrevera na aula. Ouvia por cima o que eles falavam. Virei-me pra eles e fiquei olhando-os, escutando atentamente. Podia me servir pra prova.

Então Guilherme me olhou, olhou Marina, depois olhou pra mim com os olhos arregalados. Então senti porque ele me olhava. Olhei pra baixo e minha calça tava encharcada.

- AI MEU DEUS! – Marina gritou.

- Vai nascer! – Coloquei a mão embaixo da barriga, largando os cadernos e bolsa no chão. Passei a mão na calça, mas nada vermelho manchou minha mão.

- É sangue? – Mari já estava ao meu lado pegando minhas coisas do chão. Ela tremia.

- Não, é… Água.

- Tá fazendo o que ai menina? Vamos! – Guilherme segurou meu braço e me guiou pra fora da sala. Só quando chegamos no estacionamento perto do prédio que eu reparei.

- Pra onde?!

- Pro hospital, esperteza! – Guilherme respondeu afobado.

- Você? Me levando pro hospital? – Falei espantada enquanto ele me enfiava no carro dele. Mari entrou e sentou ao meu lado e então Guilherme foi pro banco do motorista.

Só quando a gente já tava saindo da faculdade é que ele me respondeu, enquanto buzinava com uns calouros.

- Eu te falei que me afeiçoei a você, garota!

Vi um sorriso brincar nos lábios dele, e era a primeira vez que ele talvez sorrisse pra mim. Sorri. Não me contive. Até uma contração.

- AI! AIAIAIAI! Ele quer nascer! – Então uma coisa me veio à cabeça. – O Luan! Tenho que avisar ele!

- Cadê seu celular?

- Na bolsa!

Mari abriu minha bolsa e saiu procurando meu celular. Achou-o e passou-o pra mim. Liguei pro Luan e depois de oito toques ele atendeu.

- Oi amor! Desculpa a demora, é que…

- Vai nascer! – Quase gritei.

- O quê?! – Luan gritou de volta.

- O Breno tá… AI! – Gritei com a contração hiper forte. Tipo, cólica multiplicada por trinta. Mari pegou o celular. Eu ouvia o Lu gritando.

- Calma Luan! Sou amiga dela, Marina. To indo com ela pro hospital. O filho de vocês vai nascer, a bolsa estourou e ela já tá com contrações. Depois passo certinho pra você hospital, quarto… Passar o hospital já?! Ah, tá. Pra você pagar quarto particular? Entendi. Qual hospital, Mi?

- São Marcos.

- São Marcos, Luan. Depois te ligo, obrigada.

Ela desligou.

- Liga pra Rafa!

- É pra ligar pra Deus e o mundo? – Mari perguntou agitada.

- As roupinhas do bebê estão em uma bolsa na república, Marina! – Falei entre dentes, segurando pra não berrar com as contrações.

- Ah tá! – Ela discou pra Rafa e conversou com ela rapidamente, puxei o celular dela e falei pra Rafa onde estava a bolsa do bebê e pedi pra pegar umas roupas mais confortáveis pra mim também e enfiar em qualquer mochila ou bolsa minha que encontrasse pela frente.

Assim que desliguei, Guilherme parou na entrada do hospital e já saiu correndo pra recepção. O tempo que Mari me ajudou a sair do carro foi o tempo de enfermeiros chegarem com uma cadeira de rodas pra me levar. Puxei Mari pra bem perto e falei em seu ouvido.

- Pega o número do celular do Guilherme. – Ela acenou com a cabeça, mesmo sem entender, e foi se juntar ao nosso professor, enquanto os enfermeiros me levavam.

Ouvi-os falando que já tinha um quarto particular reservado pra mim, e então eles começaram a me fazer perguntas. Sobre contrações, o bebê e tudo mais. Eles me levaram pra sala de pré-parto pra ver a posição que o bebê estava.

Encaixadinho, poderia nascer de parto normal. Então me levaram pra sala de parto. Quando começaram a colocar os aparelhos para monitorar, segurei a mão do médico.

- Não tem como esperar? Queria tanto que o pai visse o parto!

- Não tem como! Seu bebê já está quase nascendo! Segurá-lo seria inviável!

- Vai ficar tudo filmado! – Olhei pra câmera então e me assustei.